Trilha de Pompeu
Esta é uma trilha leve, quase que toda plana, e que todos ciclistas que moram na região Leste de BH podem começar o passeio montados em suas bikes desde a porta de suas casas. A aventura inicia na estrada que liga BH à bonita e pequena Sabará, a aproximadamente 25 km da capital. A estrada é bem movimentada, mas em quase toda sua extensão tem pista dupla, dando mais segurança para os ciclistas. Chegando em Sabará, você segue sempre margeando o Rio das Velhas até a saída para Caeté. Neste ponto você tem 3 opções para pedalar. Pode seguir pelo asfalto até Caeté, numa estradinha com visual maravilhoso que, segundo um motorista de ônibus da linha Sabará/Barão de Cocais, tem umas 263 curvas nos seus 20 km. Outra possibilidade é seguir pela estrada de terra até Morro Vermelho. Porém, estas duas opções serão resenhadas numa outra oportunidade, pois o assunto agora é a trilha de Pompeu. Os ciclistas, depois de atravessarem Sabará e chegar ao pé da estrada de leva a Caeté, devem virar à esquerda, adentrando uma estradinha de terra. Logo no início dá pra sentir o gosto do sossego, e a lembrança do trânsito e do barulho da cidade de minutos atrás vai se tornando cada vez mais remota. A caminho de Pompeu o ciclista vai acompanhar a margem de um riacho, tendo-o a sua esquerda e a mata a sua direita. Um mato de dar gosto. Graças a ele, tem sombra fresca na maior parte do percurso. O ciclista estará sempre protegido do sol, e por vezes, em algumas partes da estrada mais afastadas da margem do riozinho, há mata em ambos os lados, quando as árvores formam verdadeiros túneis naturais. Chegando à entrada de Pompeu, bairro afastado de Sabará, mas antes de adentrá-lo de fato, você pode simplesmente atravessar o asfalto e continuar seguindo pela terra. A partir daí é constante a presença dos marcos da Estrada Real, o que facilita a orientação pelo caminho a seguir. A vegetação é exuberante, com alguns trechos repletos de flores e borboletas, que como boas anfitriãs não demonstram se incomodar com a presença dos ciclistas. Pelo contrário: voam baixo por entre os aros dos pneus, fazendo-nos sentir o conforto de estar especialmente integrados à natureza. Pra curtir esta aventura qualquer esforço é exagero. Como a estrada é praticamente toda plana, não apresenta dificuldades nem mesmo para os iniciantes. Devido a quantidade de chuva que tem caído ultimamente, encontramos uma ou outra poça dágua, pra fazer a alegria daqueles que curtem um barro. Ao final deste “caminho mamão com açúcar”, o ciclista chegará onde antigamente havia uma ponte. Aí rola um ribeirãozinho simpático, que embora não dê pra nadar, serve pra um banho de gato, só pra refrescar. Pra quem não tem muita frescura, nada mal repor a reserva de água da garrafa. De onde vem, pra onde vai, e o que tem na água eu não sei ao certo...só sei que bebi, gostei, e ainda to aqui, vivinho da silva. Vivinha né... pois este texto foi escrito em parceria, quando dei a arrancada e Letícia, que provou da água, o toque de classe final. Quem não estiver saciado e quiser uma aventura mais radical, pode subir e continuar o passeio pela trilha, esta sim, com um grau de dificuldade elevado. Ela vai até a estrada para Caeté, sempre com o marco da ER para orientar. Possibilidades para curtir um pedal por estas bandas são muitas. Esta trilha, como as outras mencionadas anteriormente, merecerão relatos mais detalhados numa oportunidade futura. Sem esquecer da menina dos olhos meus: uma trilha alternativa, também na região de Pompeu, que percorre a silhueta de uma montanha passando praticamente dentro da mata. Só pra subir leva mais de 1 hora nessa trilha que é pesada mesmo para os veteranos da modalidade. Fica portando a minha sugestão para um passeio tranqüilo e agradável por Pompeu, lugarzinho bacana que graças à sabedoria divina fica só a abençoados 25 km de BH. Ou por aí, em torno dos 55 km contando ida e volta. Muito pouco pra poder chegar a um mundo paralelo a esta correria desenfreada que nos estressa e nos consome. Nós mortais urbanos precisamos buscar, de tempos em tempos um refúgio pra renovar a energia e descansar a cabeça, pra poder continuar enfrentando as doideiras desse mundo cão. Pompéu tá logo ali, resta-nos aproveitar. Com bom senso, claro! Pra quem quiser um pit stop menos “sadio” que a boa pedalada, eu também tenho sugestões a acrescentar. Entrando em Pompeu são boas as opções de onde provar um torresminho com a boa e velha cachaça da roça, ou simplesmente refrescar a garganta, como o restaurante Moinho Dágua, que é o meu preferido. Tem também o famoso e aclamado Jotapê. Depois desta parada é pegar o caminho de volta: atravessa Sabará e seguir no sentido BH... moleza. Bóra pedalar!




















2 comentários:
ola amigo biker!!! enconrei seu blog por acaso e fiquei impressionado com os lugares por onde passas com sua bike. alguns lugares eu ate conheço e outros ainda quero conhecer. parabens pelas fotos ficaram show de bola
adicionei seu blog no meu para acompanhar melhor suas jornadas
grande abraço e boas pedaladas
Olá, já fez a estrada para Morro Vermelho?
tem alguma observação? é tranquilo ir por lá?
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